Educador físico ajuda a criar hábito de praticar atividade física

 1º de setembro, foi o Dia Mundial do Educador Físico, por isso, levamos você a pensar como um educador físico pode ajudar a melhorar os índices de mortalidade por doenças crônicas

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“Temos uma tendência de poupar energia. Só que hoje tudo é feito para dar conforto e não precisarmos realizar nada. E, por isso, estamos fadados a adoecer”, alerta o profissional de educação física da Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, da Rede Ebserh, Sávio Camargo.

A falta de atividade física é um fator de risco para as doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs), como as cardiovasculares, cânceres e diabetes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 3,2 milhões de mortes em todo mundo são atribuídas à falta de atividade física. Isso significa uma morte a cada 10 segundos.

E como o educador físico pode ajudar a diminuir esses índices? O papel do profissional de educação física é importante na medida em que ele tem um conhecimento e ferramentas para despertar atitudes nas pessoas, para que elas possam fazer mais atividade física. “Fazer mais atividades eu não estou falando somente de academia, mas de ter menos situações de comportamento sedentário, se exercitando minimante no dia a dia”, comentou ele.

Além disso, seguir a orientação desse profissional para praticar esportes, de baixo ou alto impactos, é fundamental para o corpo e para a mente. “O exercício regular desencadeia uma série de efeitos benéficos ao corpo. É muito importante também que a pessoa se identifique com o que vai ser mais prazeroso. Quando a gente coloca atividade física como fator de proteção para saúde, é importante experimentar coisas diferentes para fazer da atividade física um hábito, uma coisa prazerosa, que não seja uma obrigação”, reforçou ele.

Em relação ao trabalho do professor de educação física enquanto profissional da área de saúde, é importante destacar o grande papel de sua intervenção em centros de saúde pública e de atividades ao ar livre. “Profissional de educação física na atenção básica de saúde, por exemplo, pode ser determinante para que uma comunidade seja mais engajada em relação à prática de atividade física. Um profissional responsável para formar grupos, para incentivar a prática regular de exercício, é importante para que as pessoas não permanecem muito tempo em comportamento sedentário”, destacou Sávio.

Evitando o sedentarismo

Um dos incentivos do Governo Federal para a prática de atividade física, é o Programa Academia da Saúde. Por meio de recursos financeiros, os municípios recebem recursos para financiar a implantação de polos que contam com uma infraestrutura e equipamentos adequados; e profissionais qualificados para promover práticas corporais e atividade física, promoção da alimentação saudável e educação em saúde.

Além das práticas corporais (dança, jogos, aeróbica, dentre outros), que vão estimular o movimento, o gasto energético, o autoconhecimento, o equilíbrio e outros componentes da produção do cuidado devem ser incentivados e promovidos nos polos, como as práticas integrativas e com grupos multiprofissionais que vão auxiliar e monitorar os usuários.

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