Aviação comercial brasileira já transportou quase 2,6 mil itens para transplantes

A aviação comercial brasileira transportou gratuitamente, de janeiro a abril deste ano, 2.575 itens para transplantes (órgãos, tecidos, equipes médicas e insumos). Os dados são da Central Nacional de Transplantes (CNT), do Ministério da Saúde. Ao todo, 1.389 voos das companhias aéreas brasileiras transportaram pelo menos um item.

Voos de companhias aéreas estrangeiras e da Força Aérea Brasileira, transportes terrestres e envios pelos Correios somam 757 itens transportados. Ao todo, foram 3.332 movimentações. A parcela de participação das companhias aéreas nacionais é de pouco mais de 77%.

Asas do bem

A contribuição da aviação no transporte de órgãos teve início em 2001. Em 2014, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) lançou o programa Asas do Bem, com o objetivo de divulgar o transporte gratuito de órgãos realizado diariamente no país por suas associadas.

O esforço, hoje formalizado em acordo de cooperação, inclui, além das companhias aéreas, Ministério da Saúde, Central Nacional de Transplantes (CNT), Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), órgão do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), e operadores aeroportuários. O Brasil é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo SUS. Em números absolutos, o Brasil tem o segundo maior volume de transplantes no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela rede pública de saúde.

Em 2018, a ABEAR lançou a Jornada Asas do Bem, série de palestras pelo Brasil para destacar a importância da doação de órgãos e a contribuição da aviação para viabilizar os transplantes. As palestras, feitas pelo publicitário Alexandre Barroso, três vezes transplantado, já passaram por 11 estados e o Distrito Federal, reunindo cerca de 2 mil pessoas, em escolas de medicina e grupos da área de saúde.