STF quer acesso a material colhido na Operação Spoofing

Dayana Vítor da EBC

O Supremo Tribunal Federal (STF) quer ter acesso a todo material da Operação Spoofing da Polícia Federal, que prendeu quatro suspeitos de hackear celulares de autoridades. Na quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Justiça Federal envie ao STF cópias do inquérito sobre os investigados em até 48 horas.

Horas antes da decisão de Alexandre de Moraes, o ministro Luiz Fux, decidiu que as provas recolhidas durante a operação deveriam ser preservadas e cópias remetidas a ele. A decisão foi motivada por ação aberta pelo PDT que pediu a não destruição do material coletado.

A ação do PDT foi motivada após a confirmação da invasão do aparelho do presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha. Ele afirmou que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse que o material obtido nas investigações seria “descartado para não devassar a intimidade de ninguém.” Nas redes sociais, Moro afirmou que apenas estava comunicando algumas autoridades que teriam sido vítimas do hackeamento.

Ainda na quinta-feira (1º), a Polícia Federal pediu que a prisão temporária dos hackers presos fosse convertida em preventiva, sem tempo determinado. O juiz da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, Ricardo Leite aceitou o pedido. Os investigados foram presos no dia 23 de julho durante a Operação Spoofing da policia federal que investiga a invasão de mais de mil celulares, incluindo de autoridades como o ministro da Justiça, Sérgio Moro e do presidente da República, Jair Bolsonaro.